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Professor de Economia da UEL avalia efeitos da quarentena em Londrina

05.05.2020 10:38 / POR Mariana Paschoal

Professor de Economia da UEL avalia efeitos da quarentena em Londrina

Não é segredo para ninguém que a Universidade Estadual de Londrina (UEL) não mede esforços para combater o coronavírus e para nos fazer entender a realidade em que vivemos através de pesquisas. A instituição ganha destaque não só na área da saúde, como também na área das ciências sociais aplicadas, como é o caso da economia. Nesta área, o professor Umberto Sesso, do Departamento de Economia da Universidade, desenvolveu um trabalho, junto com professores de outras instituições, que simula os impactos econômicos provocados pelo isolamento social da pandemia do coronavírus.

“Para 30 dias de isolamento social, estima-se a perda de cerca de 6 mil empregos formais, a maior parte de ensino médio. Em relação às empresas, cerca de 350 serão fechadas - quase todas micro e pequenas empresas”, conclui Sesso. Em Londrina, comércio e prestação de serviços ficaram fechados por 30 dias, antes de retomarem as atividades gradualmente no dia 20 de abril.

Umberto Sesso, professor do Departamento de Economia da UEL (Foto: Agência UEL)

O professor explica que o efeito negativo ocorre sobre as empresas que paralisaram totalmente as atividades durante esse período. “Mesmo assim, as cadeias produtivas diminuem a produção por efeito indireto da quarentena”, continua. Segundo o trabalho desenvolvido por Sesso, a queda da renda por causa do momento atual também faz as famílias diminuírem a compra de bens duráveis, como automóveis, móveis, eletrônicos… E isso impacta várias áreas dos setores produtivos. Nesse sentido, de acordo com Sesso, os setores que terão uma queda mais acentuada de emprego serão comércio, transporte, vestuário, alimentação, atividades imobiliárias e atividades de recreação, lazer e cultura. “Um exemplo desse impacto é que o Produto Interno Bruto (PIB) do município pode cair 5,4% no ano”.

Como reduzir os impactos da pandemia na economia?

O trabalho também chegou à conclusão de que efeito negativo na economia pode ser reduzido com ações do governo. "A ajuda do governo deve ser no sentido de garantir renda mínima para os mais vulneráveis e diminuir a perda de empregos mantendo a capacidade produtiva", esclarece o professor. Ao alcance das empresas e prestadores de serviços, estratégias como entregas, vendas pela internet e transmitir segurança ao consumidor nas lojas enquanto elas estiverem abertas também podem ajudar a reduzir o impacto econômico da pandemia.