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Dia do Sexo: sex shop londrinense combate a vergonha e o tabu com ambiente seguro e discreto

06.09.2019 15:33 / POR Mariana Paschoal

Dia do Sexo: sex shop londrinense combate a vergonha e o tabu com ambiente seguro e discreto

Um espaço seguro e discreto para expressar livremente os nossos desejos e curiosidades sexuais: é isso que o casal Stefany e Alexandre Tedeschi tinham em mente quando abriram, há dois anos, o sex shop virtual Pink Play. “A gente gostava de usar produtos de sex shop desde o início do nosso namoro, mas percebemos que existia uma resistência para entrar nas lojas, tínhamos vergonha, e por isso comprávamos produtos em outras cidades”, relembra Stefany. Os dois, no caso, se dispunham a ir a outras cidades para não serem vistos entrando em um sex shop. Mas e quem não tinha a disposição? Eles pensaram: se a gente, que se sente confortável com o sexo em geral, já tem essa resistência, imagina aqueles que ainda estão presos em tabus? E como facilitar o acesso das pessoas a objetos que poderiam libertá-los e deixar o sexo mais divertido?

As respostas foram encontradas em uma viagem que o casal fez para Las Vegas. “Lá tinha um sex shop que recebia os pedidos online e a loja entregava nos hotéis ou onde a pessoa estivesse”, conta Stefany. Foi aí que eles uniram o útil ao agradável: Alexandre é desenvolver web + a vontade de democratizar o uso de produtos de sex shop = Pink Play. 

Apesar de terem uma loja de sex shop que, teoricamente, é um espaço onde o sexo é tratado com naturalidade, a ideia surgiu da vergonha. “A gente já passou por situações engraçadas”, relata Alexandre, que continua: “na primeira ou segunda vez que a gente foi a um sex shop comprar algo, encontrei o piscineiro da casa dos meus pais quando eu estava entrando na loja. Fingi que estava indo a outro lugar”. Para o desenvolvedor, é comum as pessoas se sentirem desconfortáveis nessas situações, afinal, o sexo é uma coisa íntima. “Muita gente quer se abrir entre quatro paredes e não quer que o mundo fique sabendo. Vimos a necessidade de criar um negócio do tipo a partir daí - pensamos que a nossa necessidade poderia ser a necessidade de outras pessoas”, afirma.

Alexandre descreveu bem o público da loja: é a pessoa que quer se abrir, mas não quer ser visto se abrindo. E até mesmo essas pessoas merecem ver o sexo com mais naturalidade, mesmo que seja intimamente. E quem consegue atingir esse patamar com o sex shop dos Tedeschi agradece. “Um cliente que comprou um estimulador de próstata nos deu um feedback interessante. Ele comprou para usar com a esposa e adorou, até descreveu toda a sensação de usar o produto. Certamente ele seria uma pessoa que não compraria isso de jeito nenhum em uma loja física, mas com a loja virtual ele conseguiu ter uma experiência que jamais teria na vida”, expõe.

Discrição

A maneira como a Pink Play vende os produtos ajuda as pessoas a verem o sexo com mais naturalidade, a usarem o produto e a trazerem para o íntimo delas coisas que elas não pensariam em trazer se não tivessem essa alternativa mais “discreta”. “Tem gente que na primeira compra faz um pedido mais simples como um gelzinho pra ver como vai chegar. Aí depois elas vão comprando coisas maiores e mais ousadas. As pessoas normalmente começam mais fechadas e vão passando de fase”, esclarece Stefany.

Se você já quiser se aventurar em produtos mais ousados, não precisa comprar só um gelzinho para testar o serviço da loja. A gente te explica! As embalagens e remetente dos pedidos entregues não fazem menção à loja ou aos produtos. Em Londrina e cidades vizinhas, os pedidos são entregues através de uma central de motoboys, logo, os entregadores também não sabem do que o pedido se trata. Para outras cidades, a encomenda chega pelos Correios também sem qualquer identificação. Então os mais tímidos podem ficar tranquilos!

Catálogo

São mais de mil produtos cadastrados na loja virtual que vão de R$ 10 a R$ 1.500 mais ou menos e, ao estudar o comportamento dos visitantes da página, o casal percebeu que a maioria das pessoas que entra no site não fica menos de 20 minutos. “As pessoas são muito curiosas. Tem gente que fica duas horas, tem gente que acessa o site várias vezes antes de fazer uma compra, então funcionamos também como um canal de informação sobre sexo e acessórios relacionados", diz Alexandre.

O sexo depois do sex shop

“A ideia que a gente tinha sobre sexo mudou depois que abrimos o sex shop”, admite Stefany. “Começa que a gente tem a loja em casa. Não tem rotina. Sempre que chega novidade, a gente tem que experimentar para poder explicar aos clientes”. Stefany e Alexandre já estão juntos há aproximadamente 15 anos e eles admitem que é inevitável entrar em uma rotina depois de tanto tempo. “Para que a rotina não estrague o relacionamento, é preciso ter um tempero e os produtos de sex shop são justamente isso: o tempero do casamento, do namoro…”, afirma a proprietária da loja.

"Comprar um produto de sexo shop pode ser a melhor maneira de surpreender o parceiro ou a parceira, seja Dia do Sexo ou não", afirma Alexandre. Para a data, Stefany tem um recado: "apesar de ser comum, o sexo não precisa estar envolto de vergonha. Sexo é a coisa mais natural do mundo. Ainda existe tabu, mas a gente percebe uma evolução nas mídias, nos filmes... Precisamos, cada vez mais, abrir a cabeça para experimentar sensações diferentes".

Hoje é Dia do Sexo, mas o sexo na Pink Play é comemorado todos os dias.

Confere lá:
Pink Play Sex Shop
www.pinkplay.com.br
@pinkplaysexshop
WhatsApp: (43) 92000-6708