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UEL entrega primeira usina fotovoltaica de Londrina

06.11.2019 17:36 / POR Mariana Paschoal

UEL entrega primeira usina fotovoltaica de Londrina

A Universidade Estadual de Londrina entrega oficialmente, na próxima sexta-feira (8), a primeira usina fotovoltaica de Londrina. A usina fotovoltaica é um sistema de captação de incidência solar, que deverá garantir uma produção de 489,6 MWh/ano, energia suficiente para manter aproximadamente 250 residências médias durante 365 dias. A usina, que tem 1.020 placas solares, ocupa uma área de 2 mil metros quadrados do estacionamento da Clínica Odontológica Universitária (COU), no Campus Universitário, com capacidade para abrigar até 114 veículos.

A obra integra o Projeto de Eficiência Energética, iniciativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A entrega será durante cerimônia marcada para o dia 8, às 14h30, no Anfiteatro Cyro Grossi, no Centro de Ciências Biológicas (CCB), anexo à Usina e que será precedida de um Seminário sobre Eficiência Energética que terá início às 8h, no mesmo auditório.

A Usina Fotovoltaica é resultado de investimento público de R$ 4,9 milhões referentes aos Projetos de Eficiência Energética Prioritário (PEE) e o de Pesquisa e Desenvolvimento Estratégico (P&D), aprovados em Chamada Pública, há dois anos. Além da Usina Fotovoltaica, o edital contemplou também uma unidade geradora de energia elétrica a biogás que será produzido em biodigestores, instalados na Fazenda Escola. Essa unidade está em testes operacionais e deverá entrar em funcionamento em breve.

As demais ações previstas no edital foram a substituição de 15 mil lâmpadas fluorescentes por Led, troca de 40 condicionadores de ar e de 40 destiladores de água, por equipamentos mais eficientes e de menor gasto energético, economizando no consumo de energia e também de água. Também foram instalados 40 medidores para avaliar o consumo de Centros de Ensino, órgãos de apoio e demais unidades distribuídas no Campus Universitário, sendo que 29 destes foram pelo projeto e outros 11 por conta da UEL. 

O Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) tem como foco a utilização de resíduos produzidos na Fazenda Escola, do Centro de Ciências Agrárias (CCA) e do Restaurante Universitário (RU), processados por um reator anaeróbio, para gerar energia elétrica por meio de um conjunto moto-gerador. O investimento total do P&D é de R$1,9 milhões para compra de material de consumo, equipamentos e estruturas, além do custeio de bolsas de estudos para estudantes de graduação e de pós-graduação.

Segundo o reitor, Sérgio Carvalho, a usina coloca a Universidade no caminho da sustentabilidade, seguido por várias instituições públicas que priorizam os investimentos relacionados ao consumo racional de energia. Ele acrescenta que, além do investimento em equipamentos, o Programa prevê pagamento de bolsas de estudos e a realização de pesquisas aplicadas. "Entendemos que é um projeto institucional de grande porte envolvendo professores, gestores e estudantes", definiu o reitor. 

Sobre a Usina Fotovoltaica,  o prefeito do Campus, Gilson Bergoc, acrescenta que a estrutura foi projetada e implementada pela própria Prefeitura do Campus, desde a fabricação das peças de concreto, com utilização de mão de obra da UEL, até o transporte e montagem. De acordo com o prefeito do Campus Universitário, essa fabricação e instalação proporcionaram economia de quase 70% na montagem completa da estrutura.

Reconhecimento

Mesmo antes da entrega oficial dos projetos, a UEL já conseguiu destaque junto à comunidade científica. Dois professores do Departamento de Ciência da Computação, do Centro de Ciências Exatas (CCE), são semifinalistas do Prêmio de Pesquisa em Segurança Cibernética (Cybersecurity Research Award), iniciativa internacional que reúne universidades e empresas dos Emirados Árabes, para reconhecer pesquisas relacionadas à segurança cibernética, cidades inteligentes e inteligência artificial. O resultado final deverá ser apresentado em maio do próximo ano e vai resultar em um investimento de U$S 1,5 milhão no projeto selecionado.

A pesquisa, desenvolvida no Laboratório REMID, prevê implementar cibersegurança ao Projeto de Eficiência Energética Prioritário (PEE), a partir de 40 sensores acoplados aos transformadores de energia espalhados pelo Campus. O projeto dos pesquisadores foi amparado na experiência do uso dos sensores inteligentes, que coletam informações para avaliação e monitoramento da rede elétrica interna.

Paraná

Várias instituições públicas e privadas do país implementaram projetos de eficiência Energética e de sustentabilidade. No Paraná, a UFPR deve inaugurar ainda este ano uma usina fotovoltaica de grande porte, assim como a UEM, a UTFPR de Curitiba e a UTFPR de Pato Branco, todas participantes do mesmo edital. Também contam com estrutura semelhante o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), em Paranavaí, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), em Campo Mourão, ambos no noroeste do estado, e a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), em Curitiba.

Com informações de Agência UEL