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Pesquisa da UEL desenvolve aplicativo inédito que promove o aleitamento materno de bebês prematuros

08.01.2020 18:07 / POR Mariana Paschoal

Pesquisa da UEL desenvolve aplicativo inédito que promove o aleitamento materno de bebês prematuros

A taxa de prematuridade no Brasil é de cerca de 10 a 11% dos nascimentos registrados no país. Existe uma tendência de aumento dessa taxa, inclusive, em nível mundial, até porque a tecnologia ajuda na sobrevida dessa população. O bebê prematuro é vulnerável também porque apresenta desenvolvimento imaturo dos órgãos internos e sistemas como o gastrintestinal. 

Um dos fatores afetados pela prematuridade é a amamentação materna já que o bebê não tem controle da sucção, deglutição e respiração. A professora Edilaine Rossetto, do Departamento de Enfermagem, da Universidade Estadual de Londrina, afirma que o bebê prematuro é muito suscetível a doenças e morte e que o leite materno é fundamental para seu desenvolvimento.

Nesse sentido, a estudante do doutorado em enfermagem, Gabriela Ramos Ferreira Curan, desenvolve para a sua tese um aplicativo para promover o aleitamento materno de bebês prematuros. Ela é orientada pela professora Edilaine. O trabalho é inédito, já que existem aplicativos sobre aleitamento materno, mas não direcionado para bebês prematuros.

Aluna Gabriela Curan e professora Edilaine Rossetto, do Departamento de Enfermagem, do CCS, detalham as funções do aplicativo

A doutoranda, que é professora colaboradora do Departamento de Enfermagem do CCS, explica que a taxa de amamentação de bebês prematuros é de 30 a 40%, enquanto que entre os bebês nascidos a termo (no tempo normal) esse número é o dobro, ou seja, 90%. Segundo ela, as mães de bebês prematuros lidam com um desafio além do normal.

Gabriela explica que a proposta do aplicativo é trabalhar com o encorajamento e a motivação ao aleitamento materno de mães de bebês prematuros, combinando informações de qualidade baseadas em produção científica. Para o desenvolvimento do aplicativo, são realizadas entrevistas com mães de bebês prematuros para levantar as necessidades informacionais desse público sobre o aleitamento materno. Segundo Gabriela, a prematuridade é dividida em três tipos: a) extremamente prematuro (abaixo de 28 semanas de gestação), b) moderadamente prematuro (28 a 32 semanas) e prematuro limítrofe (36 e 37 semanas).

O aplicativo levará em conta o grau de prematuridade dos bebês para, assim, facilitar o acesso ao conteúdo - educacional e motivacional - pelas mães conforme suas necessidades. O objetivo é disponibilizar o conteúdo de forma multimídia com textos pequenos, vídeos, jogos e enquetes. A finalização do aplicativo está previsto para o final de 2020. 

Com informações de Agência UEL