Londrinando, mostrando o que Londrina tem de melhor!

Um novo jeito de escrever à mão

13.03.2019 13:15 / POR Mariana Paschoal

Um novo jeito de escrever à mão

Você provavelmente já se deparou com algum exemplo de lettering por aí... No Instagram, decorando a casa de alguém, em alguma loja, restaurante, ou café... A arte de desenhar as letras se tornou muito comum nos últimos anos aqui no Brasil e atrai desde amantes da arte até estabelecimentos comerciais que buscam, com esse tipo de escrita, divulgar seus produtos.

Formada em artes visuais, Aline Tiemi é um dos talentos londrinenses do lettering, mas nem sempre foi assim. Até 2015, quando se formou, Aline era um dos talentos londrinenses da aquarela. O contato com a técnica do desenho das letras veio por acaso, quando uma amiga pediu que ela usasse suas habilidades como artista visual para fazer um quadrinho para ela de presente, para decorar a casa. “A papelaria Papel de Papel viu o quadro no Instagram e me chamou para produzir outro para uma feira deles. Depois disso, as pessoas começaram a fazer encomendas”, relembra Aline, que já brincava com as letras, mas não profissionalmente.

 O quadrinho que começou tudo

A necessidade de estudar sobre o lettering aumentou na mesma proporção que os pedidos de orçamentos para novos trabalhos. Aline foi, então, atrás de cursos aqui em Londrina e em São Paulo e acabou por desistir das ilustrações em aquarela que fazia para se dedicar 100% à arte de desenhar palavras. “Apesar de as duas coisas serem arte, são bem distintas e eu quis dedicar toda a minha atenção a apenas uma delas para que eu a fizesse bem feito”, relembra.

Aline se dedica exclusivamente ao lettering há três anos e, há dois, também ministra oficinas sobre o assunto. Londrina e Maringá são cidades que já receberam as orientações dela, assim como São Paulo e Rio de Janeiro, locais onde ela já deu três e um workshops, respectivamente.

“Isso tudo é muito louco. Eu nunca achei que faria isso na vida. Eu sabia que queria construir algo meu, mas não sabia que em pouco tempo, teria uma visibilidade tão grande”, comemora Aline, que hoje tem mais de 20.800 seguidores no perfil do Instagram.

Processos de criação

É claro que os processos de criação, além de muito estudo e pesquisa, envolve também muita inspiração. Segundo Aline, o lettering não é abordado na graduação em artes visuais e tudo o que ela aprendeu foi em cursos focados no assunto e realizados depois que ela começou a trabalhar com isso. Fora essas especializações, as redes sociais exerceram um papel importante no desenvolvimento da técnica que possui hoje: “Minha principal ferramenta de pesquisa é o Instagram, pois ela te mostra um leque de pessoas do mundo inteiro que tem trabalhos que me inspiram”, explica Aline, que se espelha em artistas como Tati Matstumoto, Agatha de Faveri e Cris Pagnoncelli.

Conhecimento, inspirações e a experiência conquistada através da prática formaram o estilo próprio da artista que divide seu processo de criação em duas partes: nos trabalhos realizados para divulgação e nos trabalhos que realiza de acordo com as demandas dos clientes. “As artes que posto no meu perfil para divulgação são pensadas levando em consideração algo que vai motivar as pessoas. Busco também mostrar processos e o início do lettering, quando ainda estou na fase do rascunho”, explica.

Já a criação de peças para clientes é mais técnica e a divulgação nas redes sociais já é da peça pronta. “Quando eu recebo o pedido, peço um briefing, as informações e cores que eles querem na arte e tudo o que pode me ajudar a criar. A partir daí, faço o rascunho e o altero até que esteja de acordo com o que a pessoa deseja”, esclarece Aline.

Liberdade de criação

“Para criar um lettering, basta uma caneta Bic e um jornal”.

É o que Aline costuma explicar nas oficinas que ministra e foi essa a resposta que deu ao ser questionada sobre os materiais que utiliza em seus trabalhos. A artista frisou que o lettering permite essa liberdade de criação e não tem restrições quanto a materiais a serem utilizados, principalmente em trabalhos realizados em papel. “Em paredes eu uso o giz escolar, ou o giz pastel seco em artes que não são permanentes. Caso contrário, a tinta acrílica e a caneta Posca podem ser usadas. O papel dá uma liberdade maior e uma infinidade de materiais pode ser usada, desde aquarela à caneta esferográfica”, constata.

Aline no Londrinando

Para deixar o QG do Londrinando ainda mais com a nossa cara, aproveitamos o talento da Aline para dar uma cor a mais a nossa parede. Confira:

E aí? O que acharam? Para conhecer outros trabalho da Aline, entra lá no Insta dela, que é o @alinetiemi_. Para solicitar orçamentos, é só mandar um e-mail para contato.alinetiemi@gmail.com (vale lembrar que ela só recebe pedidos de orçamentos por e-mail).